sábado, 27 de fevereiro de 2010

Almir Bezerra, in memoriam

O tempo passa


Hoje deu uma tristeza repentina...


Fique sem entender...


Depois vi o óbvio...Dia 27.


Lembrei que faz 6 meses que eu, meus irmãos e minha mãe perdemos o nosso esteio Almir...


Meio ano sem o pai.


É muito ruim perder um pai...


Acredite!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010


O Barbeiro da Frente Popular


Gov. Binho Marques
foto: Odair Leal


O Barbeiro Fígaro era o faz-tudo em sua terra, a cidade de Sevilha. Negociava casamentos, ouvia confissões de pecadores, disseminava boatos bons e maus. Ou seja, era o cara na sua aldeia.


Daí a peça mundialmente conhecida, ‘O Barbeiro de Sevilha’.


Já o Barbeiro Binho, o governador do Acre, não chega a tanto, mas admira a profissão. Na reunião desta sexta-feira [dia que geralmente não se tira a barba], o chefe político do Acre jogou na mesa da Frente popular a missão principal para este ano.


-Temos obrigação de fazer barba, cabelo e bigode – disse o governador aos representantes de 15 partidos da FP no auditório da Assembleia Legislativa.


Binho sabe que a missão não é a mais espinhenta do mundo. O ex-governador Jorge Viana, mesmo, disse quase no mesmo minuto, e na mesma reunião, que a oposição ‘vai mal, não se entende e ninguém confia em ninguém’.


No tempo em que ainda cortava o cabelo com o Ziza Rico, o Ziza Pobre e o Seo Alberto Paca, em Sena, não tinha ideia ainda dessa metáfora ‘barba, cabelo e bigode’. Depois aprendi que esse tropo lingüístico significava o serviço bem feito e completo.


E é assim que o Barbeiro Binho quer que a Frente Popular faça nas eleições de outubro.


Resta saber se a oposição vai sentar à cadeira reclinável e entregar o queixo para a navalha afiada da FP.


saiba mais no meu twitter: http://twitter.com/jrbrana


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Racismo é crime


Obina fez cinco gols na Arena e calou os racistas locais que foram insultá-lo durante treino no estádio da Federação.


A notícia, dada em primeira mão no www.oestadoacre.com ganhou o Brasil e já é a nota mais acessada do sítio na semana.


Que o Acre repudie essa atitude de maus acreanos que ainda não entenderam que racismo é inaceitável e fere a dignidade humana.


O Acre não é racista!


Leia aqui




quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010


Reze muito



A empresa Oi demite 40 empregados no Acre.


Se a tal fibra óptica quebrar em algum ponto do estado...pode deitar e esperar pelo menos uns cinco dias até você ter de volta os serviços de telefone e a internet.


São exatamente esses trabalhadores que fazem o reparo.


Comece a rezar agora.


PS: empregados demitidos da Oi foram à Aleac e solicitaram ajuda do presidente Edvaldo, que enviou doc. à empresa cobrando explicações e à bancada federal pedindo ajuda urgente.
Na tv argentina


Na ESPN-2, da Argentina, o debate na noite de terça-feira, 23, era sobre os três maiores jogadores de futebol de todos os tempos.


Havia concordância: Pelé, Maradona e Ronaldo. Isso mesmo, Ronaldo.


O apresentador queria só inverter a lista e por El Pibe antes de Pelé.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010



BBB, imbecil


[Publicado no Vermelho e sugerido pelo meu filho João Lucas]


'Big Brother Brasil, um programa imbecil'


O educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia, acaba de retornar ao Brasil com os versos mais afiados que nunca depois da polêmica causada com o cordel "Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso". Desta vez o alvo é o anacrônico programa BBB-10 da TV Globo. Nesse novo cordel intitulado "Big Brother Brasil, um programa imbecil" ele não deixa pedra sobre pedra. São 25 demolidoras septilhas, estrofes de 7 versos.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010

Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na Bahia. É autor de um dos mais recentes e estrondosos sucessos da Internet, o cordel Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso. Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza e da poesia. Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira. Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia. Possui incontáveis trabalhos em jornais, revistas e antologias, com mais de 100 folhetos de cordel publicados sobre temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos. Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Será??


Nada definido ainda sobre a participação do time do Nauas, de Cruzeiro do Sul, no campeonato de futebol 2010. A falta de apoi$ seria o motivo.


Essa era a preocupação do meio esportivo na tarde desta sexta-feira na capital.


Enquanto isso Sena Madureira nem cogita participar da competição.


Lamentável.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tango à vista


A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, mandou avisar Londres que pare a exploração de petróleo nas Ilhas Malvinas, que é de fato dos ingleses, mas de direito dos hermanos.


Parece que teremos uma nova crise no país de Messi e Maradona.

domingo, 14 de fevereiro de 2010


Guapos só na madrugada



Uma emenda à Lei Audiviosual no Congresso da Espanha que foi aprovada dá um golpe nos anúncios de culto ao corpo.


Entre 6 da matina e 22h fica vetada os comerciais na TV das propagandas com remédios e produtos que dizem fazer milagre para as pessoas ficarem bonitas [guapas].


A Lei é polêmica, mas acho correta. Tem que ampliar para os produtos com excesso de açúcar, como refrigerantes e outros...


Aqui em Rio Branco poderíamos começar por não permitir as escolas a vender em suas cantinas frituras e encharcados de óleo [coxinhas, saltenhas, quibes etc, produtos com conservantes, refrigerantes etc...] que tanto fazem mal e engordam.


Taí o debate!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

FLU....


Tira a gente do sério...


Perder em pênalti para o time do Vasco...


..é brincadeira.


O FLU sobrou no jogo e não venceu...


Bem, vamos vencer o returno e a decisão, com o Vasco, de novo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010


Mal secreto...

...nem tanto




'O ódio espuma.


'A preguiça se derrama.


'A gula engorda.


'A avareza acumula.


'A luxúria se oferece.


'O orgulho brilha.


Só a inveja se esconde.'


Sugestão de leitura: Zuenir Ventura, jornalista, em Inveja, Mal Secreto.



A quem interessar possa


Estamos num ano de eleição, mas eu não sou candidato a nenhum cargo político.


Sou candidato a continuar sendo feliz...


Por isso bater numa pessoa feliz é tempo perdido.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010


Cada dia...



Todo mundo esperando para esta tarde de terça a decisão do TSE sobre o processo do prefeito afastado Nilson Areal, de Sena, que ficou ligada na TV Justiça.


O Tribunal pôs em pauta, mas não votou.


Ficou para amanhã, quinta, sexta ou só depois do Carnaval.


Cada dia... com sua agonia.

Recado...



O presidente da Aleac, deputado Edvaldo Magalhães, deu hoje o recado sobre a sua candidatura e a formação do time da Frente Popular.


Quer ver o vídeo?


Clique aqui

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010


Sucesso...



Texto de Marcelo Rubens Paiva, aí embaixo, fazendo sucesso...


Pena que alguns anônimos insistem em ser anônimos... ao enviar seus comentários.


Como eu digo sempre, a internet é, também, o Paraíso dos covardes.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010


Caros generais, almirantes e brigadeiros



Por MARCELO RUBENS PAIVA


Eu ia dizer "caros milicos". Não sei se é um termo ofensivo. Estigmatizado é. Preciso enumerar as razões?

Parte da sociedade civil quer rever a Lei da Anistia. Sugeriram a Comissão da Verdade, no desastroso Programa Nacional de Direitos Humanos, que Lula assinou sem ler. Vocês ameaçaram abandonar o governo, caso fosse aprovado.

Na Argentina, Espanha, Portugal, Chile, a anistia a militares envolvidos em crimes contra a humanidade foi revista. Há interesse para uma democracia em purificar o passado.

Aqui, teimam em não abrir mão do perdão. E têm aliados fortes, como o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que apesar de civil apareceu num patético uniforme de combate na volta do Haiti. Parecia um clown.

Vocês pertencem a uma nova geração de generais, almirantes, tenentes-brigadeiros. Eram jovens durante a ditadura. Devem ter navegado na contracultura, dançado Raul Seixas, tropicalistas. Usaram cabelos compridos, jeans desbotados? Namoraram ouvindo bossa nova? Assistiram aos filmes do Cinema Novo?

Sabemos que quem mais sofreu repressão depois do Golpe de 64 foram justamente os militares. Muitos foram presos e cassados. Havia até uma organização guerrilheira, a VPR, composta só por militares contra o regime.

Por que abrigar torturadores? Por que não colocá-los num banco de réus, um Tribunal de Nuremberg? Por que não limpar a fama da corporação?

Não se comparem a eles. Não devem nada a eles, que sujaram o nome das Forças Armadas. Vocês devem seguir uma tradição que nos honra, garantiu a República, o fim da ditadura de Getúlio, depois de combater os nazistas, e que hoje lidera a campanha no Haiti.

Sei que nossa relação, que começou quando eu tinha 5 anos, foi contaminada por abusos e absurdos. Culpa da polarização ideológica da época.

Seus antecessores cassaram o meu pai, deputado federal de 34 anos, no Golpe de 64, logo no primeiro Ato Institucional. Pois ele era relator de uma CPI que investigava o dinheiro da CIA para a preparação do golpe, interrogou militares, mostrou cheques depositados em contas para financiar a campanha anticomunista. Sabiam que meu pai nem era comunista?

Ele tentou fugir de Brasília, quando cercaram a cidade. Entrou num teco-teco, decolou, mas ameaçaram derrubar o avião. Ele pousou, saltou do avião ainda em movimento e correu pelo cerrado, sob balas.

Pulou o muro da embaixada da Iugoslávia e lá ficou, meses, até receber o salvo-conduto e se exilar. Passei meu aniversário de 5 anos nessa embaixada. Festão. Achávamos que a ditadura não ia durar. Que ironia...

Da Europa, meu pai enviou uma emocionante carta aos filhos, explicando o que tinha acontecido. Chamava alguns de vocês de "gorilas". Ri muito quando a recebi.

Ainda era 1964, a família imaginava que fosse preciso partir para o exílio e se juntar na França, quando ele entrou clandestinamente no Brasil.

Num voo para o Uruguai, que fazia escala no Rio, pediu para comprar cigarros e cruzou portas, até cair na rua, pegar um táxi e aparecer de surpresa em casa. Naquela época, o controle de passageiros era amador.

Mas veio a luta armada, os primeiros sequestros, e atuavam justamente os filhos dos amigos e seus eleitores - ele foi eleito deputado em 1962 pelos estudantes.

A barra pesou com o AI-5, a repressão caiu matando, e muitos vinham pedir abrigo, grana para fugir. Ele conhecia rotas de fuga. Tinha um aviãozinho. Fernando Gasparian, o melhor amigo dele, sabia que ambos estavam sendo seguidos e fugiu para a Inglaterra. Alertou o meu pai, que continuou no País.

Em 20 de janeiro de 1971, feriado, deu praia. Alguns de vocês invadiram a nossa casa de manhã, apontaram metralhadoras. Depois, se acalmaram. Ficamos com eles 24 horas. Até jogamos baralho. Não pareciam assustadores. Não tive medo. Eram tensos, mas brasileiros normais.

Levaram o meu pai, minha mãe e minha irmã Eliana, de 14 anos. Ele foi torturado e morto na dependência de vocês. A minha mãe ficou presa por 13 dias, e minha irmã, um dia.

Sumiram com o corpo dele, inventaram uma farsa (a de que ele tinha fugido) e não se falou mais no assunto.

Quando, aos 17 anos, fui me alistar na sede do 2º Exército, vivi a humilhação de todos os moleques: nos obrigaram a ficar nus e a correr pelo campo. Era inverno.

Na ficha, eu deveria preencher se o pai era vivo ou morto. Na época, varão de família era dispensado. Não havia espaço para "desaparecido". Deixei em branco.

Levei uma dura do oficial. Não resisti: "Vocês devem saber melhor do que eu se está vivo." Silêncio na sala. Foram consultar um superior. Voltaram sem graça, carimbaram a minha ficha, "dispensado", e saí de lá com a alma lavada.

Então, só em 1996, depois de um decreto-lei do Fernando Henrique, amigo de pôquer do meu pai, o Governo Brasileiro assumiu a responsabilidade sobre os desaparecidos e nos entregou um atestado de óbito.

Até hoje não sabemos o que aconteceu, onde o enterraram e por quê? Meu pai era contra a luta armada. Sabemos que antes de começarem a sessão de tortura, o brigadeiro Burnier lhe disse: "Enfim, deputadozinho, vamos tirar nossas diferenças."

Isso tudo já faz quase 40 anos. A Lei da Anistia, aprovada ainda durante a ditadura, com um Congresso engessado pelo Pacote de Abril, senadores biônicos, não eleitos pelo povo, garante o perdão aos colegas de vocês que participaram da tortura.

Qual o sentido de ter torturadores entre seus pares? Livrem-se deles. Coragem.

*Publicado em "O Estado de S.Paulo" de 30 de janeiro de 2010.


[Sobre Marcelo Rubens Paiva - Aos 11 anos de idade sofreu o primeiro grande 'baque' de sua vida:o "desaparecimento" do pai-o ex-deputado federal Rubens Paiva-pela ditadura militar.Um despertar violento da consciência política. E então aos 20 anos de idade , ele sofreu o segundo grande 'baque': um acidente que o deixou tetraplégico (hoje, com muita fisioterapia, voltou a locomover as mãos e os braços) e em 1979 escreveu um livrosobre sua história, Feliz Ano Velho, publicado em 1983, que foi traduzido para muitos países. Segundo o livro, seu acidente decorreu de um salto em um lago, no qual fraturou uma vértebra ( 5ª Cervical ) do pescoço ao chocar a cabeça em uma pedra. O livro virou peça dirigida por Paulo Betti e também filme.]

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010


Filme do Lula




Fui ver Lula, o Filho do Brasil, no Cine João Paulo.


A imprensa espanhola afirma que o filme ‘é um fracasso de bilheteria’ [Lula se estrella en taquilla]. É o quinto no ranking nacional.


Não sei. Não tenho a informação que o jornalista, correspondente no Brasil, Juan Arias, afirma no texto.


A crítica no jornal El País reconhece que o filme é bem feito e que também é o mais caro da história do cinema nacional [8,6 milhões de Euros ou 12 milhões de Dólares].


EL País acrescenta que a imagem do filme foi muito edulcorada [adocicada] e que o povo gosta mais de Lula cometendo erros gramaticais e falando bobagens durante os discursos.


Não é bem assim.


Lula, o Filho do Brasil, é um bom filme e, mais do que qualquer coisa, ressalta como o nosso país foi e continua sendo injusto com a maioria da população.


Lula e sua família foram vítima de um país atrasado, onde uma elite brega sempre fez o que fez em benefício próprio.


O filme é emocionante e só está passando no Acre porque o governo intercedeu. Pelo mercado mesmo, Rio Branco só receberia o filme em 2011 e olhe lá.


A capital do Acre, segundo um funcionário do cinema, ‘não iria ver o filme tão cedo não fosse o governo do PT’.


Aí vai uma sugestão: então que o governo proporcione aos municípios, em praça pública, se for o caso, Lula, o Filho do Brasil.


O Acre tem o direito a conhecer um pouco da história desse que é o mais importante e melhor presidente do Brasil em todos os tempos.


Mesmo com todos os erros que, de vez em quando, ele comete.


Post Scriptum - Ah...Glória Pires dá um show de interpretação...É brincadeira como a mãe de Lula.