quinta-feira, 6 de dezembro de 2007


Dim viu assim....


A Balsa internacional do presidente da Assembléia Legislativa, Edvaldo Magalhães, que foi a Caracas e viu Chávez descer pelo mar do Caribe até Manacapuru.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Ouvindo a Difusora...

Acordei três da matina e fiquei ouvindo a Difusora Acreana...

É bom...
Já estou em Manaus

Chavéz perdeu no Referendum, embora tenha dito que não.

No dia seguinte saímos muito cedo do hotel para o aeroporto Simon Bolívar para cumprir todas aquelas exigências de praxe.

Na hora de passar no raio X minha bota disparou o alarme. Não era nada, claro.

Serviu apenas para o Jair e o deputado Donald tirarem em sarro.

PS: como não dormi no dia da eleição, inclusive durante a madrugada...., aproveitei Manaus para pôr o sono em dia. Seguiremos para Rio Branco daqui a pouco.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007


Chávez diz que aceita a derrota


Fiquei vendo e ouvindo Hugo Chávez até mais de 2 horas, horário daqui de Caracas, sobre o resultado divulgado pelo CNE depois de muito atraso.


Quando saiu o primeiro boletim lido pelo Conselho Eleitoral ouvi estampidos de fogos próximo do hotel 'Coliseo' onde estou hospedado.


No lobby do hotel os funcionários vibraram e estão fazendo isso até agora. O presidente falava alguma coisa e eles gritavam palavrões contra ele.


O país saiu dividido, mas Hugo Chávez foi inteligente e disse que aceita a decisão do povo, 51% contra 48,9%.


-Não adiantava ficar segurando uma situação irreversível [mais de 90% já foram apurados] - disse resignado.


Com dois livrinhos nas mãos, a Constituição e o que contem as propostas do Sim, afirmou:


-Não desistimos das mudanças. Perdemos por uma titica de votos. Inclusive porque de 3 a 7 milhões não foram votar.


Chávez encerrou pedindo para os vencedores comemorarem, mas respeitando os adeptos do Sim.


-Comemorem em família, em paz. A Venezuela deu uma demonstração ao mundo de sua democracia, que muitos diziam que eu não iria aceitar o resultado.


Vou dormir.., às 4 da manhã tenho que acordar para ir ao aeroporto e voltar para o Brasil.
O NÃO vai ganhando na Venezuela

A oposição reuniu várias de suas lideranças em frente ao CNE [Coselho Nacional Eleitoral]criticando a demora na divulgação do resultado, o que gerou um empurra-empurra da guarda nacional com os líderes do NO.

Com a pressão, o CNE chamou a imprensa nacional e internacional para divulgar o resultado.
A presidente do CNE em cadeia nacional pediu calma ao povo.

O resultado parcial aponta 51% para o Não, e 48,9% para o Sim.

Foguetes começam a estourar aqui perto do hotel onde estou.

Talvez nem durma esta noite.

Estou vendo Hugo Chávez falando que está tranquilo com o resultado não é ainda definitivo. Ele parece abatido.

-Não se sintam tristes - enfatiza a seus apoiadores.

domingo, 2 de dezembro de 2007




Eleições e escassez na Venezuela


A situação parece remontar aos anos 70 quando, no Chile, com Salvado Allende, quando faltava até papel higiênico.

Allende defendia um governo de mudanças, mas a elite fez de tudo para que ele não concretizasse as mudanças.

Aqui na Venezuela eu e o Jair Santos testemunhamos algumas situações assim. Os atendentes diziam:

-Não tem açúcar, não tem leite....

E não falavam mais nada. Até insistirmos para que eles falassem.

Dá para percebe que há uma luta bruta entre os que defendem o governo Chávez e os que defendem mudanças no país, que caminha para uma economia e uma estrutura mais estatizante do que é.

Sem entrar no mérito de quem está certo ou de quem está errado, o povo, pobres e ricos torcem pelos dois lados.

Têm ricos que defendem o ‘socialismo do século XXl’ e pobres que querem ver Chávez pelas costas. E vice-versa.

Conversei com o deputado Nilson Mourão, que anda por aqui já faz algum tempo. Ele explicou que o processo eleitoral local é mais avançado do que o do Brasil.

-Aqui o eleitor pode comprovar se votou mesmo no candidato que queria. Sai um comprovante da urna eletrônica e ele o põe em outra urna.

Eu, o Jair, e os deputados Donald e Naluh conferimos isso e é verdade. Como também vimos que a caixa onde são depositados esses comprovantes não é segura. São caixas de papelão.

-Em todo canto é assim, concordou o deputado, que participou, como observador das primeiras urnas apuradas numa região que votou em massa contra o governo.

Neste momento a TV local já mostra que o Sim venceu com mais de 80% dos votos apurados no CNE, o Conselho Nacional Eleitoral.

Mas voltando ao leite e Açúcar.

Parece que as empresas estão fazendo isso de propósito porque, segundo se diz em Caracas, esses produtos estão sendo exportados para outros cantos do mundo em detrimento do mercado interno.

É uma guerra que não tem previsão de acabar. A oposição ataca o governo e vice-versa.

Tomamos um táxi onde o chofer chorou ao falar para nós do Referendum.

Vamos ver.

Tenho um sentimento latino-americano formado. Estou torcendo para que os venezuelanos resolvam seus problemas e desenvolvam seu país, que é lindo e de gente muita receptiva.

A Venezuela é um país pobre e rico ao mesmo tempo.

Mas o desafio é o seguinte: equilibrar, nivelar o sistema social, por cima, entre pobres e ricos.


PS: A oposição foi à TV agora pedir que o CNE divulgue o primeiro boletim oficial do resultado e já são 1h da madrugada.

O dia em Caracas


Passei este domingo em Caracas visitando seções eleitorais e vendo como um povo debate o seu futuro sob o comando de Hugo Chávez, que propõe mudanças na Constituição.

Agora são quase meia-noite e o resultado oficial ainda não saiu. Uma guerra na TV local acontece desde a manhã.

Aqui não se pôde divulgar pesquisa de boca-de-urna, mas a imprensa internacional já adiantou que o Sim, de Chávez, venceu, por pouco, mas venceu.

Em www.oestadoacre.com algumas notícias sobre a participação de deputados acreanos como observadores.