Início animador
Por José Dirceu
O Governo Dilma Rousseff ainda está em seu início, mas as primeiras medidas fazem crer que as expectativas positivas da população serão correspondidas: a máquina está sendo preparada para manter e aperfeiçoar os avanços da Era Lula.
O combate à pobreza extrema talvez seja o maior destaque positivo até o momento, mas também a rapidez com que se decidiu liberar, por medida provisória, R$ 780 milhões aos atingidos pela tragédia das chuvas.
Segundo a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o “PAC” do combate à miséria concentrará os programas sociais para uma “inclusão produtiva” —que amplia o acesso a serviços públicos permanentes e facilita a chegada ao mercado de trabalho.
É fato que a geração de 15 milhões de empregos nos últimos oito anos —2,5 milhões só em 2010— foi um dos fatores de ascensão social, efeito que pode ser maximizado se os programas sociais conseguirem direcionar as vagas geradas para beneficiar as pessoas em situação de miséria, com investimento em qualificação de mão de obra e em sintonia com a política industrial.
Ainda no aspecto social, é importante notar que 2011 começa com o maior orçamento para a Saúde nos últimos 15 anos —cerca de R$ 77 bilhões, dos quais R$ 68 bilhões serão destinados a custear o SUS. No entanto, uma nova fonte de financiamento é necessária para que a área passe por melhorias significativas. Da mesma forma, cabe repactuar o SUS para garantir que todos os entes da Federação contribuam de forma justa.
É extremamente positivo o anúncio de um plano nacional de combate à dengue, que envolve 12 Ministérios e outros órgãos federais com a aplicação de pelo menos R$ 1 bilhão na compra de equipamentos, medicamentos, kits de diagnóstico e campanhas de informação em 16 Estados.
No que diz respeito à economia, foi rápida a reação do ministro Guido Mantega em anunciar que o Brasil interpelará EUA e China na OMC (Organização Mundial do Comércio) para conter a guerra cambial. O assunto deve ser levado também ao G-20.
Antes disso, é preciso reverter a valorização do real. Há medidas nesse sentido, como limitar as posições vendidas em dólares pelos bancos e abrir espaço para operações no mercado futuro com recursos do Fundo Soberano. A atuação sobre o câmbio tem sido a tônica em vários países, e o Brasil não pode deixar de se proteger.
O controle de gastos vai ao encontro da necessidade de cortar juros, para manter a economia aquecida e diminuir as pressões cambiais. Nesse capítulo, a alta da Selic foi um deslize, porque é fruto da lógica rentista e não desenvolvimentista.
De todo modo, o clima econômico é positivo e fez bem a presidente por já ter montado uma comissão da reforma tributária, afinal, o momento é ideal para mudanças estruturais. Não menos importante é a reforma política, que deve ser conduzida por governo e Congresso Nacional o quanto antes.
É comum considerar os cem primeiros dias um termômetro. A julgar pelo ritmo de trabalho e pelas medidas adotadas em menos de duas semanas, pode-se dizer que o Governo Dilma começou muito bem, pisando no acelerador.
(José Dirceu, 64, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT)
domingo, 23 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
Injustiça sem fim...
Recebo um e-mail do ex-senador João Alberto Capiberibe, AP, que já morou no Acre e foi secretário de Estado no governo Nabor Júnior.
Vítima da força política do senador 'amapaense' Sarney (mesmo o do bigode sendo do Maranhão), ele e a mulher Janete (ex-deputada federal), tiveram seus mandatos cassados no Congresso.
Leia, que é melhor:
'Em defesa dos nossos mandatos
Caros amigos e amigas,
Eu e minha companheira Janete estamos vivendo uma situação kafkiana, absurdamente inédita, creio que única na história republicana, três vezes cassados, uma na ditadura duas na democracia, como se não bastasse, nós que em passado recente, conjulgávamos o verbo malufar, hoje temos em Maluf o "ficha limpa Nº 1" da república. Sem esmorecer, dispostos a travar o bom combate, comunico-lhes que está na internet um portal de informação a nosso respeito, (www.justicaparaoscapiberibes.com.br ), com espaço para colher assinaturas em defesa de nossos mandatos e da soberania do voto popular. Sei que nosso problema é político, nosso adversário, José Sarney, é poderoso, usa seus tentáculos e sua força para nos esmagar, não temos a quem recorrer a não ser a opinião pública para denunciar, o que disse o Prof. Dallari em artigo, a utilização desonesta dos meios institucionais implantados para a promoção da justiça. Espero contar com o apoio de vocês assinando e divulgando o site em suas redes de amigos.
Abraços.
João Capiberibe.'
Recebo um e-mail do ex-senador João Alberto Capiberibe, AP, que já morou no Acre e foi secretário de Estado no governo Nabor Júnior.
Vítima da força política do senador 'amapaense' Sarney (mesmo o do bigode sendo do Maranhão), ele e a mulher Janete (ex-deputada federal), tiveram seus mandatos cassados no Congresso.
Leia, que é melhor:
'Em defesa dos nossos mandatos
Caros amigos e amigas,
Eu e minha companheira Janete estamos vivendo uma situação kafkiana, absurdamente inédita, creio que única na história republicana, três vezes cassados, uma na ditadura duas na democracia, como se não bastasse, nós que em passado recente, conjulgávamos o verbo malufar, hoje temos em Maluf o "ficha limpa Nº 1" da república. Sem esmorecer, dispostos a travar o bom combate, comunico-lhes que está na internet um portal de informação a nosso respeito, (www.justicaparaoscapiberibes.com.br ), com espaço para colher assinaturas em defesa de nossos mandatos e da soberania do voto popular. Sei que nosso problema é político, nosso adversário, José Sarney, é poderoso, usa seus tentáculos e sua força para nos esmagar, não temos a quem recorrer a não ser a opinião pública para denunciar, o que disse o Prof. Dallari em artigo, a utilização desonesta dos meios institucionais implantados para a promoção da justiça. Espero contar com o apoio de vocês assinando e divulgando o site em suas redes de amigos.
Abraços.
João Capiberibe.'
sábado, 15 de janeiro de 2011
Cimento a menos de R$ 12
Passei ontem em Pisco, Peru, e conferi quanto custa uma saca de cimento (50kg).
Incríveis 17,70 Soles. Cada R$ 1 vale 1,50 Soles.
Então, a saca de cimento em Real custa R$ 11,80. Dá até vontade de fazer uma casa de quatro pisos.
É uma covardia comparar o preço com o mesmo produto que é vendido no Acre.
Pisco é a cidade que foi destruída na década de 90 por um terremoto que abalou o Peru.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Sem desculpas
Aos que duvidavam do asfaltamento da Interoceânica (Acre-Cusco) uma má notícia: todo el tramo está concluído.
A qualidade do asfalto, aliado ao piso rígido que aqui existe, deixam nós brasileiros com vergonha de nossas estradas.
Já fiz essa viagem de Rio Branco a Cusco várias vezes. Desde o tempo em que o asfalto ainda era uma quimera.
Não é mais.
Os acreanos, os vizinhos de Rondonîa, do Amazonas e do Centro Oeste agora têm uma bela opção de passear num país lindíssimo e super acolhedor.
O Peru, não é de hoje, está na minha conta como uma das nações mais simpáticas do planeta.
Acreanos, descubram o Peru! Estamos atrasados 100 anos!
Aos que duvidavam do asfaltamento da Interoceânica (Acre-Cusco) uma má notícia: todo el tramo está concluído.
A qualidade do asfalto, aliado ao piso rígido que aqui existe, deixam nós brasileiros com vergonha de nossas estradas.
Já fiz essa viagem de Rio Branco a Cusco várias vezes. Desde o tempo em que o asfalto ainda era uma quimera.
Não é mais.
Os acreanos, os vizinhos de Rondonîa, do Amazonas e do Centro Oeste agora têm uma bela opção de passear num país lindíssimo e super acolhedor.
O Peru, não é de hoje, está na minha conta como uma das nações mais simpáticas do planeta.
Acreanos, descubram o Peru! Estamos atrasados 100 anos!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
A guerrilheira via longe
Paulo Henrique Amorim
ConversaAfiada
O programa Entrevista Record, da Record News, que vai ao ar hoje às 21h30, exibe uma entrevista com a Ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social.
Ela vai cuidar do Bolsa Família e estará à frente do maior desafio que a Presidenta Dilma Rousseff se propôs: erradicar a miséria.
Um aspecto importante da entrevista foi a observação de que o Bolsa Família é um complemento de renda e parte de um conjunto de programas com o mesmo objetivo: combater a miséria.
Dois desses programas, que se articulam, são o Pronaf – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – e o Microcrédito.
Hoje, por exemplo, o Crediamigo, do Banco do Nordeste, tem 730 mil clientes ativos.
Desses, 260 mil são beneficiários do Bolsa Família.
O que é muito pouco, mas é um dos caminhos que a Ministra Campello perseguirá.
O foco será a região do semi-árido do Nordeste, onde uma parte da população já tem acesso à terra e pode se candidatar ao Pronaf e ao Microcrédito.
Outra entrevista deste ordinário blogueiro foi com a jornalista Rose Nogueira, Presidente do “Tortura Nunca Mais”, de São Paulo.
Rose e outras 11 mulheres receberam convite da Presidenta Dilma para assistir à posse.
As 11 pagaram o avião e o hotel em Brasília.
As 11 estiveram com a Presidenta no Presídio Tiradentes, em São Paulo.
Rose ficou presa 9 meses e, na tortura, perdeu a capacidade de ser mãe.
Por 5 meses, Rose conviveu na cadeia com a companheira Dilma, também torturada.
É claro que elas falavam sobre o que chamavam de “mundão”, o mundo lá fora.
E, às vezes, discutiam as notícias que recebiam de forma precária e irregular.
Um dia, souberam que o regime militar tinha ampliado a soberania do Brasil de 12 para 200 milhas mar adentro.
Estabeleceu-se uma polêmica.
Todas foram contra.
Suspeitavam de mais uma armadilha dos militares.
Depois que todas falaram, Dilma sentenciou: “um dia, nós vamos sair daqui e ter 200 milhas é melhor do que 12″.
Este ordinário blogueiro perguntou a Rose se ela tinha chorado quando a Presidenta disse que não se arrependia da opção política que fez na juventude.
Rose respondeu: “Eu chorei o discurso inteiro”.
E vocês 11, o que se diziam, o que comentavam ?, perguntei.
- Nós dávamos muitas gargalhadas, respondeu Rose.
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