segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013



Na  Monarquia inglesa a tradição é o chá das cinco das madames londrinas.

Na Monarquia do Principado de Sena não tem chá, mas tem o café-com-leite e a broa do final da tarde.

A broa do Principado é unica no Acre, no Brasil e no planeta...

Um patrimônio gastronômico da cidade.

[broa feita na padaria do Duduca e Família]


terça-feira, 22 de janeiro de 2013


Professor Jorge

Leia aqui sobre a tarde de segunda-feira do senador Jorge Viana no município de Sena Madureira.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Jorge no Principado


Passei a tarde ouvindo o senador Jorge Viana dando dicas à nova equipe da prefeitura de Sena Madureira de como se comportar agora na administração do município.

Mas essa história eu vou contar mais tarde...

Vou tomar um banho, depois tomar uma cerveja, e, mais tarde...

Vocês vão saber o que rolou.

Aqui no blog posso atrasar o trabalho um pouco....

domingo, 20 de janeiro de 2013

Carnaval em Sena

Minha opinião sobre a realização ou não do Carnaval no Principado.

A prefeitura deve avaliar bem a decisão de suspender o evento oficial.

Caso haja uma calamidade na cidade todos vão compreender.

Caso não haja enchente forte, que desabrigue milhares de pessoas, não há porque não haver Carnaval.

E uma sugestão:

Como a grana do município tá escassa, que tal os bancos, que detêm os recursos da prefeitura - ajudarem a promover o evento?

em oestadoacre.com (autoridades ainda não decidiram sobre o Carnaval)


sábado, 19 de janeiro de 2013

Os bichinhos

É uma dessas revistinhas de atividades para colorir. Custa muito pouco pelo que pode ajudar a uma pessoa.

A uma criança, adolescente e até marmanjos.

Pois bem:

Comprei e fui todo alegre entregar para a minha filha Isabele, de 16 anos.

E ela:

-Pai, não acredito que comprou isso pra mim?

-Foi.

-Pai, isso é de bebê...

E desandou a rir.

Mesmo assim combinei que pintaríamos os desenhos hoje à noite.

Nós, pais, somos otários ou estamos ficando velhos?

Ou as duas coisas?




Passando...



Quando se irritar porque não atualizo sempre o blog veja o que ando fazendo aqui @jrbrana, no twitter.

E também em www.oestadoacre.com

Feliz 2013 para você!

domingo, 16 de dezembro de 2012


Força e fraqueza do partido da mídia



Professor Emir Sader
Muito tempo depois que a mídia alternativa já havia caracterizado a velha mídia como o partido da direita e a executiva da Folha confessasse que eles assumiam esse papel pela fraqueza dos partidos da oposição, o campo politico foi ficando cada vez mais configurado esse papel de partido político. Qualquer conjuntura política só pode ser compreendida levando em conta esse papel.

Que vantagens e que desvantagens tem um partido-mídia? Valendo-se da brutal concentração monopolista da mídia brasileira, que articula jornais, revistas, rádios, TV abertas e a cabo, além de páginas de internet, possui um poder de definir as agendas centrais do país e suas interpretações.

No período político atual, a questão central para o partido-mídia é a desqualificação do Estado, de sua capacidade reguladora, indutora do crescimento e dos seus correlatos – partidos, política, parlamentos, com a apologia – implícita ou explícita – do mercado, como alocador de recursos.

Essa foi a tese central do neoliberalismo, na qual se apoiou a direita para reatualizar-se, modernizar-se, conquistar espaços e forças políticas e ideológicas nas décadas passadas. Foi essa tese que promoveu a ascensão das lideranças de Reagan, Thatcher, Felipe Gonzalez, Mitterrand, Menem, FHC, entre outros, derrotando a esquerda no debate, no momento do fim da URSS e da passagem de um mundo bipolar a um mundo unipolar.

A desqualificação da economia planificada e centralizada, do socialismo, das organizações populares, da ideia de que as soluções para os problemas das sociedades não vem de alternativas coletivas, mas da concorrência individual, de uns contra outros, no mercado – foram corolários dessa visão de mundo, centrada no consumir e não no cidadão, na mercantilização e não nos direitos.

A opção do tema da corrupção vai exatamente nessa direção: denunciar, ao mesmo tempo, o Estado, os governos, os políticos, os partidos, a esquerda, as lideranças populares, a prioridade das políticas sociais. E, automaticamente, anistiar ou exaltar o mercado, as empresas, os empresários, os consumidores.

A vantagem do partido-mídia é poder falar todo o tempo, todos os dias, várias vezes ao dia, por escrito, oralmente e pelas imagens. Ocupa todos os espaços que pode. Os jornais tem tiragens cada vez menores, mas dão a pauta para os outros órgãos – rádios, tvs, multiplicando sua audiência.

Porem, os efeitos imediatos são ilusórios. Se conseguem acionar o imaginário de uma certa camada da população, esta é cada vez menor, de idade cada vez maior, de extração cada vez menos popular. Tanto assim que conseguem pífios resultados eleitorais. Conseguem queimar as imagens dos políticos em geral – não sendo poupados nem os que o partido-mídia apoia -, mas não conseguem traduzir isso em votos.

Políticos petistas, por exemplo, podem ser afetados, mas o Lula e a Dilma – que personificam governos que deram certo, que aparecem para a população como os responsáveis pelas transformações positivas que o Brasil vive, não são tocados por essas campanhas – como as pesquisas da semana passada revelaram.

Essa a principal limitação do partido-mídia, a ponto que a Globo, que tem sua principal base de operações no Rio – com jornais, revistas, rádios, TVs aberta e a cabo, internet – há tempos que não consegue eleger nem prefeito da cidade, nem governador do Estado, nem sequer senadores.

O partido-mídia tem assim capacidade de provocar desgastes políticos, mas não pode se tornar partido politico com capacidade de organizar bloco de forças hegemônicas, de conquistar capacidade de disputar governo.
Daí a decepção que provoca nos seus promotores as intensas campanhas que desenvolvem, que aumentam a “indignação” nos que já são adeptos das suas teses, sem conquistar novas adesões.

É o que aconteceu com a recente campanha contra o Lula e a Dilma. Depois de intensas denúncias, fizeram pesquisas – Ibope e Datafolha -, confiantes que poderiam colher resultados que demonstrassem sua capacidade de convencer a opinião pública.

Os resultados foram decepcionantes para eles. Os políticos continuam com sua imagem deteriorada, mas todos os políticos, não apenas os denunciados. Porém, Lula e Dilma se situam acima de tudo isso, como os únicos grandes líderes políticos do país, favoritos destacados para ganhar as próximas eleições.

[Emir Sader]