sexta-feira, 26 de junho de 2009



Fim do mito


Michael Jackson [na foto com Mandela] foi o rei do pop nos últimos 20 anos.


O menino prodígio teve uma infância complicada. Na verdade nem infância teve... Infância da forma como nós a conhecemos.


Foi um dos meus ídolos na música.


O maior vendedor de disco que o mundo já conheceu.


Perde a música. O planeta está mais triste.

quarta-feira, 24 de junho de 2009



Pucallpa, Peru


Festa Popular


Nesta quinta foi feriado em Pucallpa e no distrito de Yarina Cocha, foto acima, uma festa popular pareceu não ter fim.

Desde a manhã milhares de pessoas se aglomeraram em pequenas calles e ficavam andando de um lado para o outro. Vendedores ambulantes de todo tipo e músicas no mais alto volume possível invadiram os ouvidos desde cedo.

Merengue e Salsa deram o tom.

O hotel onde estão hospedados os integrantes da imprensa do Acre fica no meio onde aconteceu o fusuê, e é distante do centro de Pucallpa uns 15 minutos de carro.

Para azeitar a tradição que acontece todo ano na província de Ucayalí, choveu pela manhã e, serenou em várias partes do dia.

O lamaçal em uma das vias de acesso ao chamado ‘pizeiro’ foi a 'cereja' do bolo.

As dificuldades que o povo enfrentou ou enfrenta – seja aí em Rio Branco ou aqui no Peru – são conhecidas.

Os de baixo estão sempre por baixo. É a lógica do mundo atual.

Uma coisa, porém, ninguém tira do povo peruano: a sua alegria contagiosa e a sua disposição para ajudar o próximo.

Peru, um país que cada vez admiro mais.

sexta-feira, 19 de junho de 2009


Funk
do Joel



Você já viu aí embaixo o técnico Joel Santana falando em 'inglês'...


Agora assista o Funk que o 'You Tube' pôs no ar e é recorde de audiência no mundo todo.


quinta-feira, 18 de junho de 2009


Teacher Joel


O inglês do técnico Joel Santana, África do Sul, que diverte o mundo nesta semana depois que ele resolveu conceder entrevista no idioma dos lordes.


terça-feira, 16 de junho de 2009

O filme

Jean Charles


Vale à penna dá uma olhada no trailer da película que mostra um pouco a vida de brasileiros no exterior.


terça-feira, 9 de junho de 2009


Adeus, Hotel Braña



Uma notícia me pegou nesta terça-feira de supetão e me deixou muito triste:


O Hotel Braña, de Sena Madureira, foi vendido. E, em breve, terá outro nome.


Parte da história do município, o prédio é testemunha dos acontecimentos mais importantes da cidade nas últimas cinco décadas.


Os herdeiros resolveram vendê-lo...Por mim jamais seria vendido.


Mas eu não era herdeiro.


Vão ficar as lembranças.


Tio Mário Braña também deve estar triste lá onde estiver.

quinta-feira, 28 de maio de 2009


Pasquale Cipro Neto


"O time não merece a torcida que tem"


É o famoso caso do "ninguém merece", que se usa para dizer que é muito ruim a missão que se tem de enfrentar


MAIS UMA VEZ, o futebol gerou um espetáculo de pura barbárie. O palco de turno foi o romântico estádio do Fluminense, no Rio. Brucutus, digo, "torcedores" interromperam o treino, agrediram o jogador Diguinho e perpetraram outras imbecilidades.


Mas o protesto não era só barbárie, não. Havia também gotas de civilização, expressas num cartaz em que se lia isto: "O time não merece a torcida que tem". Ou será que é a torcida que não merece o time que tem? Bem, a parte podre da torcida (os brucutus) decerto não merece o time que tem -o time é um milhão de vezes melhor do que ela.


A relação entre o time e a parte civilizada da torcida é outra história (e assunto para os comentaristas esportivos). O meu assunto é discutir, do ponto de vista linguístico, se é o time que não merece a torcida ou se é a torcida que não merece o time.


"Mas não dá no mesmo?", podem perguntar alguns. Sim e não, ou seja, depende. O "Aurélio" registra "merecer" apenas com o sentido de "ser digno de; conseguir em virtude de seus méritos"; já o "Houaiss" diz que "merecer" pode significar "ser digno de; estar, por suas qualidades ou conduta, no direito de obter (benesses, algo bom, vantajoso) ou sujeito a passar por (algo que lhe seja desfavorável, doloroso, desabonador)".


A segunda definição do "Houaiss" talvez decorra da observação do uso efetivo do verbo, que de fato contempla as duas hipóteses (ser digno de coisa boa ou ruim), o que se verifica também em pelo menos outras duas línguas neolatinas (espanhol e italiano). Trocando em miúdos, é o famoso caso do "ninguém merece", expressão que se usa quando se quer dizer que é muito ruim a missão ou tarefa que se tem ou teve pela frente.


Voltando ao tricolor das Laranjeiras, a faixa exposta deixa claro que, para a torcida, o time é inferior a ela. E se a ordem fosse invertida ("A torcida não merece o time que tem")?


Aí, só o contexto permitiria a clara compreensão da mensagem. Poder-se-ia entender que o time é uma lástima, e a torcida, maravilhosa ou o contrário. Parodiando Paulinho da Viola (vascaíno dos bons), "coisas da língua, minha nega". E que coisas!


Essas idas e vindas do sentido de determinadas palavras me fazem lembrar o termo "jus", empregado (pouco, hoje, mas com frequência, outrora) com o sentido de "direito", "prerrogativa legal" ("...que ele Diabo tinha jus antiquíssimo de desesperar toda a gente" -o trecho é de A. Herculano, citado no "Aurélio").


A palavra "jus" hoje é empregada essencialmente na expressão "fazer jus a", definida como "ser merecedor de" tanto pelo "Aurélio" quanto pelo "Houaiss". O problema é que já há muita gente usando "fazer jus a" com o segundo sentido de "merecer" (o de ser sujeito a algo ruim), o que não encontra abrigo nos dicionários (de sinônimos ou de regência). Até prova em contrário, "O time inglês fez jus à derrota" não é construção que se imite ou que tenha apoio no uso formal da língua.
Outro caso interessante é o do verbo "conspirar", que, em tese, significa "tramar, maquinar, planejar (secretamente) contra alguém, contra um governo ou governante etc."


("Conspirava contra o rei"; "Conspirou contra o reitor"), mas hoje já aparece com o sentido de "concorrer, tender (para certo fim), contribuir". A definição é do "Aurélio", que dá este exemplo: "Tudo parecia conspirar para sua felicidade". Coisas da língua, caro leitor. É isso.


[publicada originalmente na fsp]