terça-feira, 31 de julho de 2007

Via Verde Park Shopping

Será este o nome do shopping que começa ser construído no final do mês de agosto na Via Verde.

O empreendimento é do grupo Iguatemi e terá, entre outras coisas, as presenças da C&A, Riachuelo, Marisa e o Bobs, concorrente do Mac Donalds.

Aliás, o Bobs vai abrir uma loja no Canal da Maternidade também.

O Carrefour vinha, mas um lobby local conseguiu emplacar um supermercado daqui mesmo.

Ah, o primeiro shopping do Acre terá 5 salas de cinema. Todos com administração da distribuidora Cinemax. Isso quer dizer que o Cine João Paulo vai ficar de fora. A não ser que....

Investimento total: 70 milhões de reais.

Essa é boa...


Nelson Piquet, o tri-campeão de F1, está tomando aula de como dirigir um carro nas ruas do DF.

Aulas no Detran de lá.

Ele está com sua carteira suspensa por abusar da habilidade que desenvolveu atrás de um volante.


[A foto é do globo.com]
De volta...

Nem cheguei direito e já começam as confusões que temos de responder pela Assessoria de Comunicação da Aleac.

É o Acre e a política.

sábado, 28 de julho de 2007

Começando a voltar

Vamos dormir hoje, ainda sexta-feira, em Juliaca, depois que saimos de Arequipa. Amanhã pernoitaremos em Puerto Maldonado....

Domingo....de volta às nossas casas.

Se der vou contando...

As fotos da viagem ao Peru


Uma leitora do Blog reclamou da falta de fotos da viagem dos deputados Juarez, Edvaldo e Perpétua ao Peru.

Tivemos dificuldades em enviar as fotos devido pouco alternativa nos hotéis de internet. Mas nesse domingo, 29, o jornal A Tribuna deverá publicar algumas delas, que o fotógrafo da Assembléia conseguiu enviar. No Página 20, a matéria do Léo sairá no próximo domingo, 5\8.

Hoje conseguimos pôr umazinha. É na cidade de Ilo, no porto que leva o mesmo nome.
foto: Odair Leal

quarta-feira, 25 de julho de 2007

(Diários Peruanos)

Os Andes são os Andes

Fui preparado para subir os Andes e não sentir nada.

Quando chegamos aos 4.400 metros de altura acima do nível do mar chamei o Ruben, o guia contratado, para me dizer qual era nossa altura.

-4.400 ou 4.500 – respondeu.

Eu estava de ‘co-piloto’ e ia repassando as informações aos outros quatros carros e disse ao Ruben que não ia mais falar. Por quê?

Porque senti que não dava mais ficar falando quase sem parar.

Não fiquei sem ar, mas minha pressão caiu drasticamente. E o carro foi serpenteando os últimos metros das Cordilheiras até El Guallagualla, ou El Cumbre (cume).

A comitiva chegou ao máximo: 5.300m de altura. Pertinho do céu.

Ruben disse que eu não saísse do carro que melhoraria. Não obedeci, caminhei vagarosamente, e sentei-me numa pedra em frente à igrejinha que existe lá e que as pessoas agradecerem quando conseguem chegar ao topo e voltar sem grandes conseqüências.

Completamente sem poder sobre o meu corpo fiquei olhando os companheiros da comitiva clicarem as fotos que todos querem quando passam pela ‘zona da morte’. Em nenhum momento perdi a consciência. Voltei para o carro com a ajuda do Ruben e do Solônidas, da Aleac.

Digo para vocês que lêem esse blog que agradeci por ter chegado ali. E que voltaria para casa para contar aos meus a experiência daquele domingo, 22 de julho.

Há um ditado nos Andes que diz que ‘só os ousados vão até lá em cima’. E nós fomos. Eu fui até o último degrau dos Andes.Outras pessoas passaram mal também. Vários não sentiram nada. Cada organismo reage de uma maneira.

Nos Andes, você não pode fazer movimentos bruscos, não pode andar rápido, não pode falar apressado... Não pode fazer o que você faz quando está no nível do mar. É a força da natureza que faz com você o que você não quer que ela faça.

A ida aos Andes foi a mais extraordinária experiência humana – e física - que eu tive na vida. E, digo para vocês: não sei se quero repetir a aventura.

Depois das Cordilheiras seguimos por trecho mais perigoso ainda devido às condições da região. À noite, pista de chão estreita que não comporta dois carros, nas montanhas, e com precipícios que mais parecem as montanhas do Afeganistão, que são, inclusive, muito mais baixas que os Andes.

Foram duas horas de tensão máxima a 20 km por hora. Qualquer erro e tudo...

Mas esse é caminho da Transoceânica até Cuzco, aonde chegamos extasiados. Mas felizes porque nada de ruim aconteceu.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Diários Peruanos

As mulheres abrem caminho

Depois de Puerto Maldonado, que a gente pensa que já viu de tudo, é aí que comecamos a perceber o tamanho do desafio dessa geracao de políticos de Peru e do Acre para que o sonho da integracao física saia do papel.

A quantidade de máquinas nesses 1.150km - de Rio Branco a Cusco – é uma coisa impressionante.

Mas o que impressiona mesmo é a dedicacao dos trabalhadores do consórcio responsável pela obra, que dá um exemplo que no Brasil ainda nao se verifica: centenas de mulheres trabalhando numa rodovia completamente inóspita.

E o trabalho delas é abrir caminho para os que os veículos passem nos trechos onde as equipes de operários estao atuando. As mulheres peruanas só sao percebidas se voce prestar bem atencao. Com vestimentas para se proteger da poeira e do sol, elas seguram as placas de Siga e Pare. Quando os veículos passam delas se pode notar o gracejo de seus olhares, muito diferente das caras fechadas dos homens que estao com a parte mais pesada da obra.

No Peru as mulheres chamam aa atencao por sua dedicacao ao trabalho. E também por sua compreensao (no Brasil seria submissao). Perdidas nas centenas de lugarejos que passamos, elas sao o esteio e as principais responsáveis pela presevacao da familia peruana. Aceitam até que aas sextas-feiras os seus maridos possam sair para curtir o dia dedicado aos solteiros. Os homens casados viram solteiros no comeco dos fins de semana. Só as mulheres peruanas desses rincoes sao capazes disso.

Nosso carro, como já disse no texto anterior, é o coche-guia. Com um rádio, eu, de co-piloto do Ruben Ortiz, que falarei em outro Diários Peruanos com mais detalhes, vou ajudando o comboio no trajeto. Meu papel é repassar as informacoes de Ruben aos quatro carros que estao atrás de nós.

Mas dois carros nao possuem rádios instalados e entao posicionamos estes num local da fila onde um possa ajudar ao outro. Mas a gente vai se empolgando e finda tornando o servico de rádio numa alternativa para amenizar o estresse da viagem e da distancia. Sai de tudo na comunicacao, mas a prioridade é garantir a seguranca do comboio. Imagino o Badaró, da Difusora, nessa viagem.

O comboio comeca a subir as cordilheiras. E aí tudo pode acontecer. É a chamada (zona da morte)

PS: Algumas palavras estao sem acento e as crases repito as letras. Daqui que eu ache os atalhos nesse teclado peruano...desisto e envio o post assim mesmo. Depois corrigirei.